No dia de Nossa Senhora das Neves / e Dedicação da Basílica de Santa Maria Maior.
Sr. José Neves Xavier Neto, foi recebido como Congregado Mariano de nossa federação!
Um motivo de grande alegria para nossa família Mariana!
Salve Maria!
No dia de Nossa Senhora das Neves / e Dedicação da Basílica de Santa Maria Maior.
Sr. José Neves Xavier Neto, foi recebido como Congregado Mariano de nossa federação!
Um motivo de grande alegria para nossa família Mariana!
Salve Maria!
“Bem-aventurados,
Senhor, os que moram na tua casa; pelos séculos dos séculos te louvarão” (Sl
83, 5)
I. Na terra, a maior pena das almas que
amam a Deus e se acham em desolação, é o receio de não O amarem e de não serem
por Ele amados:“ O homem não sabe se é digno de amor ou de ódio”. Mas no
paraíso a alma está certa de que ama a Deus, e de que é amada por Ele; vê que
está felizmente abismada no amor do seu Senhor e que o Senhor a abraça como
querida filha; vê, enfim, que os laços de seu amor são para sempre
indissolúveis. – Estas venturosas chamas desenvolver-se-ão mais ainda pelo
conhecimento mais perfeito, que então adquirirá, do amor que levou Deus a
fazer-se homem e a morrer por nós, do amor que o levou a instituir o Santíssimo
Sacramento, no qual um Deus se faz alimento de um verme.
Demais; verá
distintamente todas as graças que Deus lhe prodigalizou, livrando-a de tantas
tentações e perigos de condenação. Compreenderá que essas tribulações, doenças,
perseguições, revezes, que chamara desgraças e castigos de Deus, foram, ao
contrário, manifestações de amor e lances da divina Providência para a levar ao
céu. – Verá especialmente a paciência que Deus teve em aturá-la depois de
tantos pecados, e as suas misericórdias em enviar-lhe tantas luzes e tantos
convites cheios de amor. Do alto desta feliz montanha, verá tantas almas
condenadas ao inferno por menos pecados, e a si mesma se verá salva, na posse
de Deus, certa de nunca perder no futuro esse bem supremo durante toda a
eternidade.
Sempre,
portanto, gozará o bem-aventurado dessa beatitude, que durante toda a
eternidade e a cada instante lhe parecerá nova, como se então pela primeira vez
entrasse a gozá-la. Sempre desejará a sua felicidade e obtê-la-á sempre: sempre
satisfeita e sempre desejosa, sempre ávida e sempre saciada. Numa palavra,
assim como os réprobos são vasos cheios de ira, assim os escolhidos são vasos
cheios de contentamento, de modo que nunca tem coisa alguma a desejar. A alma, vendo a descoberto e abraçando com
transporte o seu soberano Bem, embriagar-se-á de tal sorte de amor, que se
perderá felizmente em Deus, isto é, esquecer-se-á completamente de si, e não
pensará desde então senão em amar, louvar e abençoar esse bem infinito, que
possui.
II. Quando nos oprimirem as cruzes da
vida, animemo-nos a suportá-las com paciência, com a esperança do céu. O abade
Zosimo perguntou a Santa Maria Egypciaca, como aguentara viver tantos anos no
deserto; ao que a Santa respondeu: Pela esperança do céu. Quando a São Filipe
Neri foi oferecida a dignidade cardinalícia, a recusou atirando o barrete ao ar
e exclamando: Ó paraíso, ó paraíso!
Assim também
nós, quando gemermos ao peso das misérias deste mundo, levantemos os olhos ao
céu e consolemo-nos, dizendo: Ó paraíso, ó paraíso! Lembremo-nos de que, se
formos fiéis a Deus, acabarão um dia todas as nossas penas, misérias e temores
e seremos admitidos nessa feliz pátria, na qual estaremos plenamente felizes,
enquanto Deus for Deus. Já nos esperam os santos, espera-nos Maria, e Jesus já
tem na mão a coroa para nos coroar reis no seu reino eterno.
Meu querido
Salvador, ensinastes-me a rogar: “Venha a nós o vosso reino”. Tal é
a oração que Vos dirijo; estabeleça-se vosso reino em minha alma, de maneira
que a possuais toda e ela também Vos possua a Vós, que sois o supremo Bem. Ó
meu Jesus, nada poupastes para me salvar e para ganhar o meu amor; salvai-me,
pois, e consista a minha salvação em Vos amar incessantemente nesta vida e na
outra. Tantas vezes Vos tenho ofendido, e não obstante isto, me afiançais que
não Vos dedignareis de me conservar unido convosco durante toda a eternidade,
se eu me quiser arrepender. Sim, arrependo-me, e quisera morrer de dor. De hoje
em diante só quero pensar em Vos ser agradável. Aceito e abraço todas as
mortificações e penas que me quiserdes enviar. Basta-me que não me priveis da
vossa graça; basta que um dia possa eu ir amar-Vos, louvar-Vos e bendizer-vos
no paraíso. – Ó Maria, quando é que me verei aos vossos pés, seguro de não mais
poder perder o meu Deus? Socorrei-me, minha Mãe e não consintais que me condene
e tenha de viver para sempre apartado de Vós e do vosso divino Filho.
(Santo
Afonso Maria de Ligório)
A primeira virtude do Congregado deve ser a humildade
Como são raiz e fonte de todos os
males: a soberba, a avareza e o amor próprio, são também raiz e princípio da
perfeição cristã a humildade, o desinteresse e a abnegação da própria
vontade. Por isso, o Congregado Mariano deve ter todo o cuidado e zelo de
adquiri-las. A primeira virtude do Congregado Mariano deve, assim, ser a
humildade.
Como ensina São Bernardo, A
humildade é a virtude que leva o homem a desprezar-se ante veríssimo
conhecimento de si mesmo, e aquele que a quer adquirir deve começar por um vivo
conhecimento de sua vileza e miséria. Aquele que buscar se conhecer,
ainda que pouco, conseguirá perceber sua baixeza, porque o homem nasce filho da
ira e cheio de paixões, vive rodeado de poderosos inimigos e sem forças para
vencê-los sozinho, porque nossa capacidade vem de Deus; –
Sem mim nada podeis fazer; e mais do que isso, se não souber pedir os
socorros de que necessita, cairá nas mãos de um Juíz que lhe pedirá conta
estrita de todas as suas calmas, e sabe ainda que estas se multiplicam a cada
passo, pois – sete vezes por dia cai o justo.
Não é fácil penetrar bem nestas
verdades e vivê-las. Para conseguir, o congregado deve recordar-se
delas com frequência, e fará com que sirvam não para estéril conhecimento, mas
como regra para as humilhações, com a qual se consegue o fundamento de
todas as virtudes, a humildade. As humilhações podem ser enviadas por Deus
por meio das criaturas ou tomadas voluntariamente por aquele que aspira a esta
virtude, e ambas são necessárias para a perfeita humildade.
Para as humilhações enviadas por
Deus, sempre que o congregado se vir desprezado entre os homens,
ferido, repreendido, enganado, pensará que ouve da boca de Nosso Senhor: –
Aceita tudo o que te acontecer. Na dor, permanece firme; na humilhação,
tem paciência, e o obedecerá com alegria, ou ao menos com boa vontade,
dizendo com sua boca e coração: seja feita a vossa vontade.
As humilhações
voluntárias se ordenarão a moderar os afetos da alma por meio de ações
externas. Para isso, o congregado buscará
mortificar e rejeitar tudo em seu trato e porte que possa fomentar o orgulho e
a soberba, conformando-se com o aviso do Espírito Santo: De nada
vale a riqueza no dia da ira divina.
O congregado,
assim, se vestirá com o honesto traje comum daqueles de sua própria classe e
tempo, fugindo de adornos, posturas e atitudes que causem destaque, chamem a
atenção dos outros e fomentem pensamentos de vaidade e orgulho.
O congregado,
ainda, terá muito cuidado em não ser gloriado em suas ações, suas forças, seus
talentos ou outras características,
segundo aquele aviso do Senhor: não se glorie o sábio em sua
sabedoria, nem se orgulhe o forte em sua força, nem o rico de sua riqueza. Considere
como se turbou Nossa Senhora ao ouvir as palavras de São Gabriel, e como aos
extraordinários elogios com que a felicitava Santa Isabel, não soube responder
senão com aquele humilde canto: Magnificat . A sua semelhança,
São Luís não apenas não se gloriava em suas coisas, mas fugia como possível de
companhias, conversas e lugares em que se fazia alarde de destreza ou
habilidades, e retirando-se a algum lugar apartado, encomendava-se a Deus,
enquanto outros gastavam seu tempo em diversões e aplausos.
O congregado
cederá com gosto e cortesia aos seus iguais, e mesmo aos inferiores, o lugar
que ocupa, a honra a que tem direito e as ocasiões que se apresentarem no mundo: Amai-vos mutuamente com afeição
terna e fraternal. Adiantai-vos em honrar uns aos outros.
Como a soberba, segundo Santo
Agostinho, corrompe as boas obras e, por isso, até nas
boas obras deve ser temida e evitada, não se contentará o
congregado com moderar os afetos que têm por objeto o mal, mas terá, também,
muito cuidado e vigilância sobre as boas obras que faz, para que não as
roa o verme da vanglória.
Excerto da obra de Santo
Antônio Maria Claret
Nossa Congregação visitou hoje os moradores do Lar Frederico Ozanam em Jacareí SP.